A aldeia de Pontes é uma Inverneira de Castro Laboreiro, localizada no vale do rio Laboreiro a  5 km da Vila de Castro Laboreiro e a 1km da fronteira com Espanha, está desabitada á cerca de 15 anos, é uma povoação com cerca de 30 casas típicas castrejas, possivelmente a única aldeia de Castro Laboreiro que mantêm intactas as suas características originais, não sofrendo grandes alterações nos últimos 50/60 anos.

A aldeia ficou desabitada essencialmente devido ao êxodo rural que é comum a todo o Portugal, mas também contribuiu para a sua desertificação a transumância que se praticava em Castro Laboreiro, os Castrejos tinham uma casa para o tempo mais quente na zona alta da freguesia e para enfrentarem os invernos rigorosos da zona tinham outra casa na zona baixa. É o caso da aldeia de Pontes que se encontra a cerca de 600 metros de altitude, nas últimas décadas com o envelhecimento das populações e com o quase abandono da pastorícia (motivo fundamental para a transumância) os Castrejos passaram a ficar só numa das habitações, sendo que os últimos habitantes de Pontes optaram pelas Brandas, aqui começou o início da desertificação do lugar.

Enquanto existiu vida na aldeia, as pessoas dedicavam-se á atividade agrícola (plantação de batatas, centeio e hortícolas) e á pastorícia (vacas e ovelhas), existiam diversos colmeais, uma Eira para “malhar” o centeio, um Moinho para o moer e um forno comunitário para cozer a famosa Broa castreja. No início do século XX foi construído pelos vizinhos um pântano e uma levada (onde se insere um bonito aqueduto) de forma a abastecer de água as pastagens e os diversos cultivos agrícolas. Esta aldeia, enquanto foi habitada, nunca teve água canalizada nem saneamento e os seus habitantes recolhiam a água para beber e para o seu dia-a-dia em cântaros diretamente do riacho que atravessa o lugar.

Pretendemos devolver vida á aldeia através do Agroturismo, potenciando os recursos naturais existentes, apostando na apicultura biológica, na agricultura biológica e na criação de vacas cachenas em liberdade e em modo biológico. Damos enfase á produção biológica porque acreditamos que é a melhor forma de o fazer, mas também para recriar aquilo que os nossos antepassados faziam na Aldeia de Pontes e proporcionar este modo de vida aos nossos hóspedes.

No que concerne ao Turismo, pretendemos possibilitar aos nossos hóspedes a participação nos trabalhos agrícolas do dia-a-dia, dando-lhes a possibilidade de executar as variadas atividades agrícolas na Aldeia, alimentar as vacas, galinhas e outros animais, tratar da horta e recolher os seus produtos, terão a oportunidade de conhecer as colheitas da época, as alfaias agrícolas tradicionais, os produtos locais e a vida quotidiana dos habitantes de Castro Laboreiro e as características autênticas deste espaço vivendo por dentro a ruralidade da Aldeia, sempre com respeito pelo meio ambiente e pelos usos e costumes locais. Para a sua estadia reconstruiremos 5 casas (3 casas t1 + 1 casa t3 + 1 casa t4)  todas com quartos com casa de banho privativa, Hi-fi, TVCabo, aquecimento em todas as divisões, uma lareira a lenha, e uma Cozinha totalmente equipada para preparar e servir refeições. Tentaremos reproduzir de forma fiel a ambiência rural da Aldeia, através da utilização de mobiliário restaurado, bem como na utilização de materiais de construção fiéis às antigas construções. Acrescentaremos apenas no seu interior os confortos que hoje em dia são exigidos pelos clientes que pretendemos alcançar.

A apicultura em modo biológico sempre foi importante na Aldeia de Pontes, neste momento contamos com 50 colmeias a produzir, mas ideia para além de produzir e comercializar o Mel e seus derivados é possibilitar aos nossos clientes do Turismo contactarem com as colmeias e com a extração e tratamento do Mel, seja através de passarem um dia com o apicultor, ou simplesmente contemplando as abelhas a trabalhar. Recriaremos um colmeal original com as colmeias em cortiços em colmo, todas colocadas sob as tradicionais cilhas.

A Criação de vacas de raça cachena em liberdade e em modo biológico também já está iniciada e conta com 15 animais adultos e diversas crias, temos uma grande zona de pasto devidamente fechado com paredes e os palheiros com reservas de feno para o rigoroso inverno de Castro Laboreiro. Para além dos dividendos resultantes de subsídios e comercialização dos animais excedentes pretendemos proporcionar aos nossos hóspedes uma visita guiada junto dos animais, a possibilidade de passarem um dia com o pastor ou somente a sua contemplação nos pastos da Aldeia de Pontes.

A agricultura biológica que iremos praticar será feita numa horta biológica, um campo de centeio e outro para plantação de batatas. A produção de produtos hortícolas e frutícolas em modo de produção biológica terá como finalidade abastecer a casa e os seu hóspedes para as suas refeições diárias, o centeio será para a produção artesanal da famosa Broa Castreja e também pretendemos produzir compotas de abóbora, framboesa, morango; geleia de morango, marmelada e licores, toda esta produção tem como objetivo ser servida nos pequenos-almoços.

Promoveremos workshops relativos a todas as produções agrícolas da Aldeia, tais como a produção da Broa Castreja, onde ensinaremos aos nossos hóspedes todo o processo de fabrico desde a plantação do centeio, ao malhar e moer até ao processo final de cozer no forno comunitário.


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