Residente em Terras do Bouro, o António Cunha é um professor, é um pai, é um fotógrafo e ainda um apaixonado pelas caminhadas, e que as faz quase todos os fins de semana, segundo alguns elementos do nosso staff que o conhecem bem, uma das pessoas a par do Luís Borges mais sensíveis de que há registo a fotografarem o nosso legado Nacional. O seu sentido de humor animam quem se cruza com ele, à pouco tempo, como se esteve já não fosse preenchido, assumiu funções de vereador, portanto, a melhor forma de definir o António seria pelo carinhosamente pelo Homem dos 7 ofícios. Falando de coisas sérias, os seus registos não escapam a nenhum amante de fotografia paisagista, há no Sr. Cunha  um toque muito profissional e muito delicado para que as paisagens se exponham da forma natural e arrebatadora, a Comunidade O Gerês precisava de um portfolio com este rigor e esta qualidade, optou e bem por convidar o multifacetado fotógrafo para expor parte do seu apaixonante Portfolio na nossa página oficial. A partir daqui seguiremos mensalmente os registos do António com o intuito que a sua delicada lente consiga chegar a todos os apaixonados não apenas pela fotografia em si como essencialmente aqueles que amam o nosso santuário, o Parque Nacional da Peneda-Gerês.


TempoRio de Paixão

Com este registo iniciamos aqui o portfolio do Fotógrafo António Cunha, um trabalho contínuo de paixão não só com a qualidade e rigor fotográfico como pelo enorme conhecimento que demonstra ter sobe os locais, uma conjugação perfeita digna dos seus enormes registos como é exemplo a primeira fotografia fantástica sobre a Albufeira do Lindoso, tirada algures na Gavieira, a reflexão do tempo, um estado que muda a cada momento que a montanha sacode ou pelo contrário magnetiza as nuvens sobre si, tudo acontece em segundos, e o Sol por vezes a querer a todo o custo entrar, mas na Serrania quem manda é a montanha e não o sol. Registo absolutamente fora de série de mais um mítico lugar do Parque Nacional da Peneda-Gerês.


Doce Invernia ? Santa Isabel do Monte

Embora não seja dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês, fica em Terras de Bouro, nesta delicada fotografia o Ribeiro do Navia acercado de pinheiros que nos fazem lembrar as matas sagradas da Peneda-Gerês, a Mata do Cabril, a Mata do Ramiscal e como não poderia deixar de ser, a glamorosa Mata da Albergaria, considerada por muito a prima-dona da biodiversidade. Doce Invernia sentida pelo olhar sincero do António Cunha.


Espelho Belo ? Entre a Amarela e o Gerês

São lugares como este para quem os percorreu lá bem em baixo, que sabe o que sente quando uma fotografia desta qualidade chega até aos nossos olhos. É quase possível vidrar com tamanhos lugares, há o bosque encantado do vale de vilarinho aos pés do Sarilhão ao fundo à esquerda, mais à frente existe a Floresta Encantada da Mata da Albergaria, sempre imponente , Palheiros e a sua vegetação densa onde em dias menos movimentados trilhados se conseguem ouvir os uivos do lobo naquela que é a zona do Parque Nacional que separa a Serra do Gerês da Serra Amarela e cujas águas da albufeira de Vilarinho da Furna serve de guia delimitadora fronteiriça e carrasco de uma civilização de outrora… O Staff da página O Gerês agradece encarecidamente o valor do património do António colocado à nossa disposição.


Calmaria Nevada ? Garranos

Há na pureza de um silencio diurno um caminhar na neve, por entre o nevoeiro por vezes fechado das serranias nem damos por eles, esses magistrais equídeos da raça Garrana, o António conhece bem o Parque Nacional, os movimentos desta e de outras espécies, e carrega na alma a paixão de cada centímetro percorrido e por percorrer. De Verão a Inverno a serra tem os seus fascínios e melhor do que ninguém, quem carrega a lente às costas com intuito de registar o melhor deste espaço facilmente chega aonde outros não chegam. Nevada paisagem do interior separada por uma rio que respira a quietitude garrana…


Pelos Prados Caveiros ? Cascata sobe a Ribeira de Monção

Uma árvore desafia as leis da Natureza furando por entre rocha brava, entre a costa Sabrosa e o Peito da Escada a vida torna-se agreste, e a Natureza toma medidas drásticas para sobreviver nos ermos onde o fascínio da fecha nos ouvidos, e da cor do poço nos olhos pode tornar-se mortífera para os descuidos daqueles que respiram o ar do Gerês. Mas a beleza é talhada destes pormenores que a visão transforma em imagem num processo muito romântico entre o António e o Gerês cuja camara serve apenas de veiculo ou fio condutor.


Domínios de Cabril ? Fechas da Corga do Sobroso

Entre corgas aguçadas corre o Rio Cabril, para lá dos Poços Verdes, mas é na bifurcação a norte que se estende a sua beleza, sobe a imponência do Senhor dos Poços do Cabril, o Alto ou Pico dos Chamiçais, rasgam duas das corgas mais belas da Serra do Gerês, uma pelo nome de Corga da Pena Calva, e esta, cujo arrebatador registo do fotógrafo António Cunha nos deslumbra, a Corga do Sobroso, ladeada também pela imponente proeminência da Laja ou Laje dos Bois e dos Infernos… Para alguns membros do Staff, o mais imponente conjunto de fechas do Gerês.


No Topo do Cela ? Verões de Pureza

É nestes lugares nefastos para o mundo citadino que muitos dos que nele residem vêm procurar descanso, esta imagem lembra-nos a todos que somos humanos, que conseguimos viver em conjunto com a beleza destes espaços sem que tenhamos que os destruir. A lente do Sr. António consegue também transportar qualquer um de nós para dentro da imagem. Em Cela de Cavalos, uma famosa fecha existe um Poço bem no seu topo, e onde se consegue purificar a alma quando nos banhamos nas suas águas.


Cabana Fronteiriça ? Leonte

Um angulo com perímetro primoroso focando o pequeno jardim que serve de esteira à Cabana de Leonte, este registo em dia de tempestade desfoca com a própria chuva todo o espaço permitindo que sobressaiam os ramos mortos das extraordinárias árvores que cercavam o António. Mais um grande registo parte integrante do nosso fabuloso portfolio que irá crescer tal como em visualizações. O nosso Parque Nacional merece ser mostrado pela lente sincera do António Cunha, não haveria pessoa com sensibilidade mais notável para nos transmitir a visão do que é um dos últimos e únicos redutos da natureza em Portugal.


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